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Realiza-se em princípio no 1º  Sábado  de cada mês  no Restaurante do Aerodormo de Tires um encontro regular de associados com membros da Direcção da Aopa Portugal.

O primeiro desses encontros teve já lugar no passado dia 1 de Novembro.

Assim, os associados que queiram contactar pessoalmente com a Direcção terão mais esta oportunidade, bastando para o efeito que apareçam pelas 13 horas no Restaurante, para numa base informal almoçarmos e conversarmos  sobre  a Aopa Portugal e os problemas que afectam a nossa actividade como pilotos e donos ou operadores de aeronaves.  

Tambem os pilotos que não sejam ainda associados da Aopa Portugal serão bem vindos, podendo aproveitar esta ocasião para  fazer as perguntas que entendam e avaliar as vantagens em aderir à nossa organização. 

 

 

 

Manuel Silva Salta, Presidente do Aero Club de Portugal e nosso Associado, foi eleito Vice-Presidente FAI (Federação Internacional da Aviação) , na sua 102ª General Conference, realizada em Vale de Aosta, Itália, de 2 a 4 de Outubro.

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 Manuel Salta assume por esse facto acrescida relevância como representante desta Organização Desportiva Mundial em Portugal. 

Esta é uma notícia com a qual toda a comunidade aeronáutica portuguesa, e em especial  a Aopa Portugal, se deve regozijar, pois o Manel Salta, nosso associado, passou a ser uma personalidade de projecção internacional no mundo da Aeronáutica.  É sobretudo de salientar o facto de  o Manuel Salta atingir este “posto”, como representante de um país com fraquíssima expressão desportiva a não ser na modalidade do Aeromodelismo. 

 Os nossos sinceros parabens, por isso mesmo, ao Manuel Salta e ao Aeroclube de Portugal, ambos associados de sempre da Aopa Portugal! 

 

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) acaba de publicar mais uma revista de prevenção aeronáutica - Aviação Ultraleve em Portugal – dedicada à "aviação ultraleve, uma vez que se assiste ao claro desenvolvimento deste tipo de aviação". Segundo o Ten-Cor. Fernando Reis, Director-Adjunto do GPIAA, "de facto, as aeronaves ultraleves sofreram nos últimos anos uma evolução técnica e tecnológica muito significativa, o que impôs a publicação de um novo enquadramento legislativo sobre esta matéria, o Decreto-Lei nº 238/2004, de 18 de Dezembro, alterado e republicado pelo Decreto-Lei nº 238/2007, de 13 de Agosto, que estabelece o regime de utilização de aeronaves de voo livre e de ultraleves e os requisitos para a obtenção da licença de pilotagem das aeronaves ultraleves.

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Na regulamentação do uso deste tipo de aeronaves está subjacente uma elevada preocupação com a segurança das pessoas envolvidas na operação, bem como com os riscos que essa operação pode representar para terceiros, em terra ou no ar."

Mais adiante, no editorial do estudo, Fernando Reis prossegue afirmando que "Neste contexto, o desenvolvimento do uso de aeronaves ultraleves para a prática de salutares actividades desportivas e de lazer, impõe também a observância dos rigorosos requisitos de navegabilidade, de pilotagem e de formação de pilotos, uma vez que a operação deste tipo de aviões actua em ambiente aeronáutico e, consequentemente, contribui para a melhoria do nível geral de segurança no domínio da aviação civil".

Porque estes conceitos são defendidos pela AOPA Portugal desde sempre, não nos podemos deixar de congratular com o estudo ora apresentado pelo GPIAA, donde muitas ilações se podem tirar no sentido de tornar a Aviação Geral e o seu ramo Aviação Ultraleve, em particular, cada vez mais segura.

Para obter uma cópia electrónica deste estudo basta seguir o link Aviação Ultraleve em Portugal .

Uma importante obra técnica a não perder que se recomenda a todos os pilotos, de ultraleves e não só.


Numa muito meritória campanha de segurança a Federação Portuguesa de Aeromodelismo - entidade reguladora da modalidade em Portugal – desenvolveu, de acordo com as normas internacionais da FAI e com as normas nacionais, um programa de certificação dos locais aprovados para a prática da modalidade - Regulamento de Locais de Voo.

Locais destes há que são bases militares, outros, aeródromos cujas direcções autorizam a prática do Aeromodelismo na sua área de manobra. Porém, existem pistas construídas de raiz especificamente para esta modalidade.

De acordo com as normas da FPAm, estes locais devem possuir uma pista com, pelo menos, 100m x 14m, acrescidos de mais 100m em cada uma das cabeceiras. Em relação ao pavimento destas pistas, é, igualmente, interessante notar que o Regulamento prevê que, “... devido à baixa carga por unidade métrica exigível para este tipo de pavimento cujos esforços a que está sujeito são apenas a carga efectuada por pessoas, e não existindo a passagem de viaturas, o fundo da caixa deverá possuir solo compactado a 95% PROCTOR normal, seguido de 20 cm de “tout venant” compactado.

Interessa ainda salientar que o tapete a aplicar deverá ser de betão betuminoso calcário compactado a 92% MARSHALL com 5 cm de espessura.” Isto torna-as frágeis e de modo algum consentâneo com a manobra de qualquer tipo de aeronaves de Aviação Geral.


  pista_municipal_de_aeromodelismo_de_corroios_02a.jpgPista Municipal de Aeromodelismo de Corroios (Cortesia Microsoft Virtual Earth)

 

As características visuais destas pistas podem torná-las confundíveis com pistas de Aviação Geral – em especial pistas para ultraligeiros.

 Infelizmente, embora seja da responsabilidade do piloto comandante de qualquer aeronave conhecer as pistas certificadas pelo INAC onde podem manobrar, já ocorreram incidentes provocados, provavelmente, por este tipo de confusão.

 Tentar aterrar ou sobrevoar uma pista destas – destinadas exclusivamente ao Aeromodelismo – consubstancia certamente uma violação ao ponto 4.6.a) do Anexo II da ICAO que nos diz:
“4.6 Except when necessary for take-off or landing, or except by permission from the appropriate authority, a VFR flight shall not be flown:
a) over the congested areas of cities, towns or settlements or over an open-air assembly of persons at a height less than 300 m (1 000 ft) above the highest obstacle within a radius of 600 m from the aircraft;”

 

Para evitar futuros incidentes, a AOPA Portugal chama a atenção da Comunidade Aeronáutica para a necessidade de não operar a partir de pistas de Aeromodelismo porque tal é uma infracção às Regras do Ar, porque poderá provocar acidentes graves devido a colisões com aeromodelos e, principalmente, por corresponder a um grave risco para os aeromodelistas que manobram os seus modelos a partir do solo.

 

Lista dos Locais de Voo Certificados pela Federação Portuguesa de Aeromodelismo:
Nº Pista Latitude   Longitude
1 Bustelo - Amarante N 41° 13' 55"  W 7° 58' 20"
2 Recarei - Paredes N 41° 9' 30"  W 8° 26' 5"
3 Viana do Alentejo N 38° 19' 50"  W 7° 59' 38"
4 Santa Iria da Azóia-V.F. de Xira N 38° 50' 50"  W 9° 6' 6"
5 Cavalões - V. N. de Famalicão N 41° 24' 4"  W 8° 34' 25"
6 Montargil - Ponte de Sôr N 39° 4' 75"  W 8° 7' 27"
7 Palmeira - Braga N 41° 34' 52"  W 8° 26' 43"
8 Casalinho - Pombal N 39° 53' 0"  W 8° 39' 0"
9 Pedorido - Castelo de Paiva N 41° 2' 12"  W 8° 22' 55"
10 C. T. Alcochete (P1) - Benavente  N 38° 45' 56"  W 8° 48' 7"
11 C. T. Alcochete (P2) - Benavente  N 38° 45' 7"  W 8° 48' 7"
12 C. T. Alcochete (P3) - Benavente  N 38° 46' 22"  W 8° 51' 4"
13 Alverca - Vila Franca de Xira N 38° 52' 45"  W 9° 2' 7"
14 Santa Margarida - Constância N 39° 23' 57"  W 8° 17' 11"
15 S.Silvestre - Coimbra N 40° 12' 0"  W 8° 25' 0"
17 Granja do Marquês - Sintra N 38° 49' 55"  W 9° 20' 9"
18 Ota - Alenquer N 39° 5' 15"  W 8° 57' 53"
19 Maceda AM Nº1 - Ovar N 40° 55' 13"  W 8° 33' 84"
20 S. Jacinto - Aveiro N 40° 38' 55"  W 8° 44' 19"
21 Mação - Abrantes N 39° 34' 19"  W 7° 59' 13"
22 Aeródromo da Covilhã N 40° 15' 45"  W 7° 28' 42"
23 Casarão - Águeda N 40° 33' 33"  W 8° 24' 0"
24 Paramos - Espinho N 40° 58' 21"  W 8° 38' 50"
25 Poceirão - Setúbal N 38° 37' 31"  W 8° 44' 39"
26 Carvoeiro - Viana do Castelo N 41° 40' 25"  W 8° 40' 8"
27 Aerodromo de Viseu N 40° 43' 20"  W 7° 53' 37"
28 Arrepiado - Chamusca N 39° 26' 45"  W 8° 24' 47"
29 Alvarães - Viana do Castelo N 41° 38' 31"  W 8° 24' 71"
30 Barrosa - Leiria N 39° 45' 45"  W 8° 50' 6"
31 Corroios - Seixal  N 38° 37' 24"   W 9° 09' 14"

Para ter uma informação actualizada consulte os NOTAM’s e o site da FPAm, em especial a página: http://www.fpam.pt/nacional/Pistas/mapaLocaisVoo.html . Assim, poderá manter a Segurança Aeronáutica ao nível que todos desejamos.

 

 A maioria dos aerodromos do Continente não autoriza a operação de aeronaves ultraleves , que é assim relegada para as pistas de ultraleves, sujeitas a um regime próprio

De facto, foi hoje distribuida a ultima actualização do Manual de Piloto Civil  ou MPC (numero 241, de 25 de Setembro de 2008)

De acordo com a informação do MPC, os seguintes aerodromos do Continente não autorizam a operação de Ultraleves:

Braga, Bragança , Chaves , Coimbra , Covilhã , Évora , Faro , Leiria , Lisboa , Lousã , Mirandela , Mogadouro ,Monfortinho ,Porto , Praia Verde ,Proença a Nova, Vila Real, Vilar de Luz .

Em tempo: Fomos entretanto alertados que muitos destes aerodromos já teriam emitido a declaração de autorização da operação de Ultraleves, só que a mesma não teria ainda sido registada no MPC. Convem por isso verificar previamente com o aerodromo em causa se o mesmo não terá já autorizado essa operação.

 

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